Tomando a Torre / by AK47

[English]

LANDING AT RECIFE

When I landed at the airport of Recife, it was almost 1am in the morning, when I was rescued by NOMES, SPLACH and JOHNY C. Instead of being taken to a comfortable hotel to rest, we went to the assembly of the Collective Exhibition of the International Graffiti Festival Recifusion 8. Rest during this event? Only after death! Haha!

Arriving at the famous Malakoff Tower, I saw two columns of scaffolding mounted in front of the building. Hanging on the structures SPLACH, making his "organic wild style" letters; and JOHNY C, creating one of his "humanoids crabs."

While the time was passing slowly and fatigue seemed to persuade these two artists, I passed out on the sidewalk and slept a few hours in a corner smelling of piss.

ASSEMBLING THE CIRCUS

On the next day we went back to work in the internal space. Nathália Vieira managed the team, AREM worked the screw driver and the hammer, and Chico Science harmonized the place through music coming out of speakers.

Another night of stunts and improvisation: hot coffee and cold coke to give us energy, bread and bologna to fill our belly, hammering and spray paint on the walls to finish. In the morning, when all seemed finished, it was time to dismantle the scaffolding as spider men, dodging electric wires.

OPENING THE HOUSE

On March 12th, after a bath and some perfume, everybody came for the opening. Good music, party atmosphere and a real smile on the face of everyone. I'm sure that the ground floor of the Malakoff Tower had never received an expo like that.

Outside the works painted by JOHNY C, SPLASH and RAFA B took the breath of passersby. The many meanings and symbols present in the paintings seemed just silly details for the most distracted, but certainly passed the message to the most attentive: OCCUPY AND RESIST! ALWAYS! Inevitable remember the story of the "Trojan Horse".

GRAFFITI 360º

In the first room there is no space for anything besides Graffiti! JOHNY C, SPLACH, RAFA B, SKAZ, AZUL de BARROS and ARBOS terrified every corner of the walls with very fine works. All connected, harmonized, integrated, balanced. The feeling was a complete flood of street art, which erased any distraction.

INSIDE FRAMES

In the second room, works of all artists, and a highlighted place for GUGA BAYGON, which occupied the center of the room with one of his "characters from another world" trapped in a glass chamber. In the surroundings, canvases, prints, illustrations, and sculptures. Different techniques, languages and approaches to the same subject. The whiteness of the walls was broken coherently and consistently. The vent space between the works was essential to avoi us to get drowning in so much content.

Amazing to see how the chaos can bring such beauty. Magic to realize that from the mangrove mud, springs so much life. Long life to the MangueBeat movement and its consequences that echo through the streets.

TO VISIT THE COLLECTIVE EXHIBITION OF RECIFUSION 8

For those who want to see the exhibition closely, the message is: DO NOT WASTE TIME! The Malakoff Tower will host this collection for a short season, and after the doors close, please do not cry.

Service:
- Collective Exhibition "From The Chaos to The Can"
- Malakoff Tower (Recife Antigo / PE)
- Open till March 27th
- From Tuesday to Friday from 10am to 5pm
- On Saturdays from 3pm to 6pm
- On Sundays from 3pm to 7pm

- - - 

[Português]

POUSANDO EM RECIFE

Quando aterrizei no aeroporto de Recife, já era quase uma da madrugada, quando fui resgatado por NOMES, SPLACH e JOHNY C. Ao invés de ser levado para um confortável hotel para descansar, seguimos para a montagem da Exposição Coletiva do Festival Internacional de Graffiti Recifusion 8. Descansar durante o este evento! Só depois de morto? Haha!

Chegando na famosa Torre Malakoff, me deparei com duas colunas de andaimes montadas frente a fachada do prédio. Sobre elas se pendurava SPLACH, fazendo suas letras "wild style orgânicas"; e JOHNY C, criando um de seus "caranguejos humanóides".

Enquanto a noite passava lentamente e o cansaço parecia não persuadir esses dois artistas, eu desmaiei na calcada e dormi algumas horas num cantinho com cheiro de mijo.

MONTANDO O CIRCO

No dia seguinte voltamos para trabalhar no espaço interno. Nathália Vieira gerenciava a montagem, AREM pilotava a furadeira e o martelo, e Chico Science harmonizava o ambiente através da música que saía das caixinhas de som.

Mais uma noite de reviravolta e improviso: café quente e coca gelada pra dar energia, pão com mortadela pra encher a barriga, marteladas e sprays nas paredes pra dar acabamento. Pela manhã, quando tudo parecia terminado, era hora de desmontar os andaimes como homens aranha, desviando dos fios dos postes.

ABRINDO A CASA

No dia 12 de Março, de banho tomado e devidamente perfumados, todos apareceram para a abertura da expo. Música boa, clima de festa e um sorriso verdadeiro no rosto de todo mundo. Tenho certeza de que o andar térreo da Torre Malakoff nunca tinha recebido uma roupagem como aquela.

Do lado de fora as obras pintadas por JOHNY C, SPLASH e RAFA B tiravam o fôlego de quem passava. Os muitos significados e símbolos presentes nas pinturas pareciam apenas simples adornos para os mais distraídos, mas certamente passaram o recado para os mais atentos: OCUPAR E RESISTIR! SEMPRE! Inevitável lembrar da história do "Cavalo de Tróia".

GRAFFITI 360º

Na primeira sala não houve espaço para nada além de Graffiti! JOHNY C, SPLACH, RAFA B, SKAZ, AZUL de BARROS e ARBOS apavoraram cada canto das paredes com obras finíssimas. Tudo conectado, harmonizado, integrado, equilibrado. A sensação foi de uma completa inundação de street art, que apagava qualquer distração.

DENTRO DE MOLDURAS

No segundo ambiente, obras de todos os artistas, com destaque para GUGA BAYGON, que ocupou o centro da sala com um de seus "personagens de outro mundo" preso em uma câmara de vidro. No entorno, telas, prints, ilustras e esculturas. Diferentes técnicas, linguagens e abordagens de um mesmo tema. A brancura das paredes foi quebrada de forma coerente e consistente. O espaço de respiro entre as obras era essencial para que não nos afogássemos em tanto conteúdo.

Impressionate perceber como do caos, brota tanta beleza. Mágico perceber que da lama do mangue, brota tanta vida. Salve o movimento MangueBeat, e seus desdobramentos que ecoam pelas Ruas.

PARA VISITAR A EXPO COLETIVA DO RECIFUSION 8

Para quem quer ver a expo de perto, o recado é: NÃO PERCA TEMPO! A Torre Malakoff abriga esta preciosidade Recifense por curtíssima temporada, e depois que as portas se fecharem, não adianta chorar.

Serviço:
- Expo Coletiva Do Caos à Lata
- Torre Malakoff (Recife Antigo / PE)
- Aberta até à 27 de Março
- de Terça à Sexta de 10h às 17h
- aos Sábados de 15h às 18h
- aos Domingos de 15h às 19h

(Article by AK47. This post is the result of the partnership between the Keep It Real and the International Graffiti Festival RECIFUSION 8.)