TemporadaBRASIL2014

A Rua de Todos by AK47

É HOJE! Finalmente chaga a hora do lançamento do vídeo de Cobertura do "1º Festival de Cultura Urbana de Petrópolis". Se você não sabe do que estamos falando, só um instante, noiz explica:

Há poucos dias aconteceu o "1º Festival de Cultura Urbana de Petrópolis", reunindo uma porrada de atividades típicas da Rua, na Rua, de graça, pra todo mundo. Foi criada uma grade vasta  de atividades, incluindo graffiti, break, rimas, bandas, skate, artesanato, dj's, biblioteca, batalhas, circo ... e o Keep It Real estava lá para cobrir todo evento. A maratona rendeu registros "cRasse A" e quem não estava lá pessoalmente, pode ver um pouco do que aconteceu neste link.

O evento contou com a presença e contribuição de nomes não muito conhecidos pela mídia, mas que trouxeram conteúdo verdadeiro e essencial para o festival. Muitos artistas locais de talento notável.

Por outro lado, tivemos gigantes da cena como Bnegão e Dub Ataque, que racharam o centro histórico de Petrópolis com shows regados à grooves pesados. Bem melhor do que um texto chato e sem graça é assistir o novo vídeo do festival. Vai nessa, aperta o PLAY aê:

O Keep It Real manda um salve pra todos os envolvidos na produção e organização do festival, e parabeniza essa rapa toda pela atitude. Vocês fizeram a diferença, e fizeram bonito.

Liderados pela Nação Hip Hop Petrópolis, um grupo mais do que insistente e persistente na cena da Rua há muitas primaveras, todos os voluntários agregaram demais ao evento. Ações como essa só acontecem pela força de grupos unidos, que trabalham por amor à cena. Seria impossível citar o nome de todos os soldados envolvidos na correria.

Mais uma vez a gente fecha com aquela famosa expressão: AQUI NA RUA, É NOIZ POR NOIZ!

(O vídeo original pode ser encontrado neste link no Youtube, sendo a direção e montagem por Gregori Bastos, com imagens de Karol Agante. Texto deste post por AK47.)

Da Suíça para Nossa Playlist by AK47

Muito bom perceber que cultura urbana flui por outros meios que não a televisão e internet. Viajando pela Rua logo entendemos que muita coisa é produzida, divulgada e consumida na Rua mesmo. Sem show ou estardalhaço da mídia.

Foi assim que conheci a TWEEK!

Começando do princípio, a história foi assim:

Em meados de 2013 eu estava em NYC, pintando o prédio do 5 Pointz. Fui abordado por um cara gente fina que tentava se comunicar comigo. O idioma que ele falava era o Inglês, carregado de outro sotaque muito pesado. Mãos suja de tinta. Pele branca refletiva. Apesar da dificuldade para nos entendermos, batemos papo por alguns minutos.

Luthor não veio me pedir nada. Na verdade ele interrompeu minha pintura para me dar de presente uma bolsa com várias latas de spray. Putz, que alegria! Ele me contou que era da Suíça e que visitava o 5 Pointz para pintar naquela Mecca do Graffiti. Sem mais nem menos, me deu outro agrado: um álbum da banda TWEEK, dizendo que participava do grupo fazendo beat box. Mais tarde ouvi o som, e fiquei ainda mais feliz com o presente.

Eu e Luthor nunca mais nos vimos, mas ainda assim mantemos contato pela internet. O CD que ganhei dele ainda toca nas nossas playlists, e de alguma forma acabo acompanhando a TWEEK mundo a fora. Há poucos dias tive motivos pra comemorar outra vez, quando soube que lançaram seu último clip oficial. Uma produção fina, leve, que faz o tempo parar por 5 minutos. Dá um confere no vídeo da canção "4", momentos pra elevação da alma:

Como Luthor me contou, esse clip foi gravado na Suíça, em um dos mais significativos festivais de música de lá, o Paleo Festival. Como todos os membros da banda são naturais desta região, essa era uma data muito especial pra eles (e certamente para todo o público também). No último verão a TWEEK terminou o trabalho de seu mais recente EP, e para eles, este vídeo é como um agradecimento à todos os que os apóiam desde o principio da caminhada da banda.

Para conhecer melhor o trabalho da TWEEK, visite seu Website, Facebook, Instagram, Soundcloud e Canal no Youtube. Todo o material lançado por eles é bem acabado, das fotos à produção musical. Os vídeos são muito engraçados, pelo fato dos caras da banda serem bemmm surtados, haha. Não sei como eles arrumam tempo pra tudo, mas a banda tem a TWEEK TV, espécie de série que mostra a vida loka desses suíços.

Felicidade real em falar desses eventos que acontecem com a gente na estrada. Satisfação em ver a cena da Rua acontecendo na rua, sem intermediários patifes. Fica aqui também nosso salve à banda TWEEK, e principalmente ao brother Luthor, pela camaradagem e privilégio em poder falar do seu trabalho aqui no blog do Keep It Real. MÁXIMO RESPEITO!

Congrats TWEEK for this step on your career. Thanks to the whole band, specially to brother Luthor, for the privilege of talking about your work on the Keep It Real blog. ALL RESPECT!

(As fotos de divulgação da banda TWEEK deste post, foram encontradas em seus canais oficiais de mídia. As imagens referentes ao encontro com Luthor em NYC, são de autoria de Karol Agante e AK47. Texto deste post por AK47.)

É o MOF #9 by AK47

MOF.

Era pra ser apenas uma reunião de grafiteiros. Mas pelo que percebo o Meeting Of Favela, maior evento voluntário de Graffiti do mundo, é muito mais do que tinta, é muito mais do que arte, é muito mais do que muros.

Há 9 anos esse encontro acontece por mera vontade e persistência de pessoas muito especiais, que hoje levam para a Comunidade da Vila Operária mais benefícios que qualquer um poderia esperar. No último domingo, dia 30 de Novembro, o dia começou com várias atividades dentro do colégio no centro do morro. Enquanto eu escrevia o nome dos grafiteiros recém chegados ao evento nas etiquetas de identificação, ouvia as gargalhadas da criançada da favela se divertindo com as peças de teatro, via meninas correndo com seus novos penteados, sentia o cheiro bom que vinha da cozinha, e percebia o espanto de alguns que contemplavam a primeira exposição de arte que visitaram na vida.

O MOF quebrou muitas barreiras. Isso é inegável.

Se não fossem pelas latas de tinta que se espalhavam por todos os lados, eu esqueceria que era um encontro de grafiteiros, e acharia que era um dia de ações beneficentes promovidas pelo governo dentro da favela. Mas não, era o MOF mesmo, evento construído pela força da massa.

MULTICULTURAL. É assim que o MOF acontece hoje, fruto de um misto absurdo de culturas de várias partes do Brasil com pitadas internacionais.

Ainda pela manhã, senti o chão tremer. Devido minha ignorância musical, não sei dizer se era um maracatu, um batuque africano legítimo, ou um som regional nacional. Só sei que os tambores estavam cantando alto do lado de fora pelas mãos de uma galera que trouxe sua música de Viçosa, Minas Gerais. Eles faziam todo mundo se mexer. Verdadeira orquestra na Rua. Gente que nunca tinha ouvido aquilo sorria como se esperasse por aquele momento.

Se tem uma coisa boa no MOF, é a oportunidade de encontrar com a rapaziada que a gente gosta, poder falar merda sem fim e rir disso tudo. Se você não focar no teu muro e partir pra pintura, a zueira toma conta e o dia voa. Normalmente nem pinto nada no domingo de evento. Como diz um amigo nosso: "- O ano tem 365 dias pra pintar. Dia de MOF é pra rever os amigos!"

A quadra é o fervo, caldeirão onde mil coisas acontecem. Este ano o lugar foi espaço para uma feira com várias "pseudo barraquinhas", que vendiam desde tinta à camisetas para os grafiteiros ... foi também palco para bandas e Dj's, pista para a galera do skate, ringue para o duelo de Mc's, salão de baile, pista de dança para os breakers, e por aí vai. Várias vertentes da Rua ali dentro, tudo junto, e misturado harmoniosamente.

Durante a tarde caminhamos pela comunidade com o foco de registrar exclusivamente o tema "GRAFFITI". Não conseguimos. Falha na missão!

O MOF mexe com todos.
A favela é linda.
As pessoas cativam.
A música toma conta de tudo.
Cores, texturas, revelos, sorrisos.
Tudo te distrai.

O que era pra ser um registro frio e objetivo das pinturas nos muros daquelas casas, se tornou uma sessão de fotos muito aberta. Enquanto uns fogem das câmeras e escondem seus rostos, outros posam como se tivessem nascido para aquilo. A dúvida do que pode ou não ser fotografado sumiu. A gente não precisava procurar mais o que registrar, pois os registros se mostravam pra nós sem a influência da nossa vontade.

É interessante demais, depois das viagens do Keep It Real pelo mundo, perceber que não importa o lugar onde estamos, a cena underground da Rua é uma só.

Não há máxima maior do que RESPEITO!

Ahhhhhhh ... e pra não dizer que não falamos de Graffiti, seguem abaixo alguns clicks das pinturas que posaram pra nós, haha.

Dessa vez tudo parecia vivo e mutável. Não havia uma pintura quietinha na parede, sem conversar com quem passava. Não deu pra tirar fotos das obras prontas, finalizadas, frias, mortas. Foi um dia sim pra ver o ser humano com a mão na massa, criadores e criaturas num movimento só. Foi um MOF pra ver o Graffiti vivo, se mexendo, crescendo que nem uma planta que toma o cenário urbano de volta pra ela.

Terminando o dia. Canseira máxima. Subimos as ruas de volta até encontrar o tradicional painel de personagens que é renovado anualmente. Mais uma vez, oportunidade perfeita pra rever amigos e gênios do Graffiti.

Com "Guerra de Tinta" como tema do painel, uma sequencia de personagens atacava o alvo com jatos e respingos de cores diversas. Da esquerda pra direita, um monstro mais talentoso que o outro: CELO + MONE + JOHNY C + METON + HEITOR CORRÊA + MEMI + PAKATO + JR EU + LELIN.

Na hora de ir embora, sensação de que o evento foi curto demais, que não deu tempo de conversar com todo mundo, que vai demorar muito até que o próximo MOF aconteça. Sem ter como abraçar todos, a gente pagou a mochila e colocou o pé na estrada denovo, sabendo que outro evento como o MOF não há. E nem haverá!

Então, fica declarado aqui abertamente, de coração:
- felicitações sem fim à toda família que pudemos reencontrar,
- um salve carinhoso aos que não puderam comparecer,
- agradecimentos verdadeiros aos que nos recebem sempre de braços abertos,
- e os parabéns mais que merecidos à POSSE 471 e voluntários que trabalharam na correria, responsáveis pela produção do evento mais amado do mundo.

Tamo junto. Nos vemos no próximo MEETING OF FAVELA.

Pra você que curtiu esse artigo e que quer ver mais registros desse evento, clique aqui, e veja também a cobertura do Pré-MOF.

(Imagens deste post por Karol Agante e AK47. Texto por AK47.)

Sábado de Pré-MOF by AK47

O Meeting of Favela, maior evento voluntário de Graffiti do mundo, carinhosamente chamado de MOF, aconteceu neste último final de semana (30 de Novembro). Ao longo de 9 edições anuais, o MOF cresceu tanto, que não cabe mais em um só dia. Aos poucos instituiu-se o sábado, véspera do dia oficial do evento, como o Pré-MOF ... uma espécie de "esquenta" para o dia de domingo, onde a maior massa de graffiteiros da terra se junta pra pintar toda uma comunidade de uma só vez.

A gente chegou cedo, e percebeu que a cada ano que passa fica mais fácil chegar no evento. Placas indicativas bastante criativas mostram a direção, haha. Segue aqui, vira ali, contorna lá ... e pronto ... chegou!

O muro do Pré-MOF ficava à alguns minutinhos à pé da "sede do evento", que fica no topo da Vila Operária. Perfeita caminhada, encontrando com amigos do peito, ouvindo um som ANIMAL de um grupo de percursionistas que tremiam a rua toda com uns tambores artesanais iradíssimos.

Finalmente! Chegamos no muro do Pré-MOF.

Na verdade não era um muro, mas sim dois quarteirões inteiros que foram tomados por todos os lados. Tinha latéx pra cobrir o mundo. Baldes, latas e bandejas de verde, rosa, amarelo, azul. Sotaques de todos os cantos. Centenas de mochilas e bolsas jogadas no chão. Para nossa surpresa, nada de calor de matar nem a tradicional chuva torrencial. O céu permaneceu nublado, e mó brisa fresca a tarde toda.

Bateu até uma onda forte, haha!

Ficou muito diversificado o resultado do dia de pintura. Pieces pesados, letras com pegada gringa, personagens com claro regionalismo brasileiro, bombs e throw ups, pichação, vandal de rolo, stickers. Complexidade sim, mas tudo com uma puta harmonia que deixou aquela área do centro de Duque de Caxias com um colorido brutal ... como uma colcha de retalhos gigante!

Depois de um dia desses, parecia que eu carregava nas costas o cansaço de uma vida toda. Além da dor no corpo típica de um vovô aposentado depois de uma sessão de vale-tudo, fui tomado também por uma larica sem fundo.

Solução? ... Arroz + Feijão + Macarrão + Frango + Ovo + Um Digestivo + Cama. Haha, pode contar que esse remédio é tiro e queda, e no dia seguinte acordarás novo em folha.

Mas é isso? Você, querido parceiro do blog Keep It Real, deve estar se perguntando: "- Mas onde estão as fotos do MOF? Cadê a tão esperada cobertura prometida pelo AK47 e Karol?"

Ahaaaaaa ... não se desespera não malandragem. A gente só falou hoje do Pré-MOF, deixando o caldo mais grosso do MOF pra amanhã. Isso mesmo. Cola amanhã aqui no blog de novo que a cobertura final do evento tá vindo PESADA!

Salve, Salve! Inté!

Pra você que curtiu esse artigo e que quer ver mais registros desse evento, clique aqui, e veja também a cobertura do MOF.

(Imagens deste post por Karol Agante e AK47. Texto por AK47.)

1º Festival de Cultura Urbana de Petrópolis by AK47

O final de semana passado foi quente, abafado e cansativo ... mas ainda assim, incrivelmente recompensante. Passamos dois dias na Rua na companhia de um grupo de voluntários mais do que especiais, participando a produção do 1º Festival de Cultura Urbana de Petrópolis. Pode parecer estranho falar de um evento que destaca as diversas ramificações da Cultura de Rua numa cidade aparentemente tão retrógrada. Acontece que a cena alternativa da Serra é atuante, consistente e insistente ... e pra quem anda pelas bandas de cá, sabe que neste aglomerado não falta maluco, haha.

A proposta do festival foi reunir diversas formas de cultura, trazendo atividades ligadas ao graffiti, debates, biblioteca comunitária, oficinas, sarau, batalha de rimas e break, apresentações de dança, artistas circenses, artesanato, Dj's, skate, e por aí vai. Grandes nomes conhecidos na cena internacional estavam presentes ... mas mais do que isso ... talentosos anônimos mostraram que muita coisa boa acontece longe das mídias televisionadas.

Cobrimos o evento o tempo todo, e tentamos condensar um pouco das horas e horas que passamos por lá no conteúdo que mostramos abaixo. Vamo que vamo ... ESSA É A SERRA NEGUIN!

Sendo um dos 4 elementos primordiais da Cultura Hip Hop, o BREAK se mostrou presente em batalhas que prendiam o olhar de todos que passavam, desde as crianças até o público mais velho. Break de chão, mortais, beats pesados, caps e camisas largas. Cena bonita de se ver, que só acontece pelo suor de verdadeiros artistas/atletas que não só se destacam na cidade, mas também no mundo todo. SIM, pouca gente sabe disso, mas Petrópolis exporta breakers a muito tempo, que hoje se apresentam em companhias de dança de vários continentes.

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Além das batalhas, apresentações de COREOGRAFIAS em praça aberta deram a oportunidade de pessoas que não tem muito contato com a cena de rua conhecer o que muitas vezes só veem em filmes. Já ouviu falar na tal da Cultura Hip Hop? ... Então, ela existe, é real, e está viva, até mesmo nos cantos mais escondidos.

O street SKATE, sem regras, determinação de tempo ou qualquer outra exigência ocupou a praça de um lado ao outro. Molecada de menos de 10 anos de idade passava a mil no meio do público, e muitos barbados velhos de guerra rasgavam manobras em bancos, degraus e obstáculos espalhados especialmente para o evento. As meninas? Haha ... várias delas largaram as bonecas em casa e mostravam seus joelhos ralados junto de pares de tênis desgastados.

Seja numa busca pela carreira profissional no esporte, ou simplesmente pela pura diversão de dar um ollie air, mais uma vez deu pra perceber que não é preciso muito pra fazer o povo feliz. Em outras palavras, se o poder público não proporciona o espaço ideal para a prática de determinada atividade que a população quer e precisa ... sem problemas ... a gente toma, haha.

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CIRCO na Rua ... nessa hora, seja novo ou seja idoso, seja homem ou mulher, todo mundo volta à ser criança. Além do evento disponibilizar uma OFICINA gratuíta aberta para iniciantes, todos puderam assistir à apresentação de artistas do Chile e Colombia, que pareciam se divertir mais do que o próprio público. Mais uma vez eu digo ... o povo não precisa de muito pra ser feliz, e fica claro que muitas vezes o poder público de certa forma nos obriga a criar nossas próprias soluções. E a Rua é o melhor espaço pra isso.

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Pra calar a boca de muita gente que insiste em divulgar que estes eventos abertos só trazem prejuízo ao município, e que o público é formado apenas por drogados e vagabundos, a produção trouxe também a BIBLIOTECA COMUNITÁRIA DO CDC ... onde títulos raros (e caros), de conteúdo nobre e imprescindível para evolução pessoal, podem ser levados para casa por qualquer cidadão, sem pagar nada. O espaço contou ainda com a presença de escritores e poetas, que trabalham com o público por meio de saraus. Na tarde de sábado, debate aberto, dando voz à quem quer falar o que sente e pensa sem censura.

À noite, DEBATE sobre o tema "Arte x Cidade", levantando questões como vandalismo, ocupação de espaços públicos e leis de incentivo à cultura. Por meio da mediação do Mc Marcelo Durango Kid, participaram Carla Santos (representante de Jandira Feghali), Thaís Ferreira (representando a Fundação de Cultura de Petrópolis) e AK47 (este artista marginal que escreve este artigo).

Independente da posição política escolhida por cada convidado, ficou claro que o debate é uma das grandes ferramentas de questionamento de idéias, elaboração de novos planos e incentivo ao pensamento sobre questões aparentemente sem solução. Sem destruição de antigos valores, não há construção de um novo futuro. FATO!

Sem comentários sobre o público presente: oportunidade incrível de crescimento ao conversar com moradores de Rua, diversão garantida no encontro com artistas diversos, clima leve, fluido, familiar. Tamo na Rua, mas tamo em casa.

Lógico que não podia faltar as tradicionais BATALHAS DE MC's ... onde a massa pede pra ver "sangue", exigindo habilidade nas rimas e conhecimento vasto dos competidores. Havia rimador com menos de um metro de altura, vestindo roupas de criança, haha ... batalhando com repentistas que estão na pista há mais de 10 anos. Tinha mina. Tinha mano. Diversidade é fator básico na Rua. Básico!

Ahhh ... nem falemos dessa parte do evento. SHOWS de grupos locais da cidade? Sim, vários, e dentre eles estiveram Mc Pachá, Sarlú, Skill, Dj Fota, Mestre Xim, Lola Salles, Gotam Cru e os Curingas, Rap Rua, e muitos mais que minha memória não permite citar os nomes, haha. Mas acredito que a maioria concorda que o ponto alto foi receber de bandeja um show mais do que devastador de DUB ATAQUE e BNEGÃO.

Lembrando que enquanto vários boys despendem centenas de reais pra ter acesso à shows de qualidade em casas noturnas das grandes capitais, no Festival de Cultura Urbana de Petrópolis, ninguém pagou nada. Tudo livre, grátis, aberto!

Sem nenhuma ocorrência de briga ou qualquer outro problema, e Festival terminou lindamente. Nossa segurança foi garantida por uma força policial mais do que competente e gentil ... que passou o tempo todo pendurada em seus celulares. Agradecemos aos queridos militares, que passaram o dia curtindo nossas postagens no Instagram, haha.

Enfim, quem foi curtiu demais ... quem não foi, cultive a paciência para esperar um tempinho. Existe uma notícia rondando a cidade que novas edições do evento estão por vir.

POW, POW, POW! ESSA É A SERRA NEGUIN!

=)

(As imagens exibidas neste post foram captadas pelas lentes de Karol Agante, Gregori Bastos e AK47. Texto por AK47.)