FLOW na Rua / by AK47

[English]

A few days ago we were at the opening of the exhibition INSTANTE, by Natasha Prado. For those who haven't seen our post telling about that night, read more here.

We already knew the work of Natasha through the FLOW channel on Youtube, where she talks about the Hip Hop culture in a very cool way. Lot of good stuff, and it is worth visiting the channel to have access to everything.

During the exhibition opening we grabbed Natasha ask a couple of things about her work on the Streets, and the reasons for choosing this environment. So, here is our chat:

> The Interest by Graffiti and Hip Hop CultureWhen I was about 12 or 13 years old we had the boom of Flash Beck Crew here in Rio de Janeiro, and this aroused my interest in Graffiti. Later, with 18, while going to work I crossed the city by bus and the only distraction was the graffiti on the walls. Then I went to an event held in Lapa that mixed all Hip-Hop elements, and it was at this event I met SWK (graffiti writer) and Marechal (Mc). Living all that free movement on the street, made that things part of my life.
> The Environment of the Streets - The Streets is where the purest forms of art happen, where the beauty is not an evidence and chaos speaks louder, coming in perfect harmony with the space. The Streets had chose me. Each artist is a poet of the Streets, with spray cans on hand they convey feelings and questions. The barrier that separates a graffiti writer from a Picasso is just the price.
> The Experience BaggageI do all my work alone and when I go to record something outdoor it is just me and the artist. But that doesn't mean we are alone because in the Streets everything is possible, and that's what attracts me. Being able to interact with the space, with the inhabitants of that region, meet new people. I have helped needy people during the recording, had to run away from security guards, drug dealers gave me water. Interact with the Street is the best part of this work.
> Influences and Passion for WorkMy biggest influence is Andy Warhol, but many of my influences come from independent film, Jim Jarmusch, John Waters, Glauber Rocha, Eduardo Coutinho, Darren Aronofsky. All these guys are more than passionate about their work and started from scratch, picking up a camera to go out into the Streets. I admire that. I'm completely in love with what I do, is not easy, but it is satisfactory.

So, if you liked it, keep the FLOW? Peace.

[Português]

Há poucos dias estivemos na abertura da exposição INSTANTE, de Natasha Prado. Pra quem ainda não viu post contando nosso rolê naquela noite, leia mais aqui.

Já conhecíamos o trabalho da Natasha através do canal FLOW, onde diversos assuntos dentro da Cultura Hip Hop são abordados de uma forma bem bacana. Na boa, é muito material bom, e vale a pena visitar o canal pra ter acesso à todo material.

No embalo do encontro que tivemos com Natasha, a gente aproveitou pra crivar a mina de perguntas sobre seu rolê na Rua, e motivos pra ter escolhido esse meio de trabalho. Seguem então o desenrolar do papo:

> O Interesse pelo Graffiti e Cultura Hip Hop - Quando tinha uns 12 ou 13 anos teve o boom da Flash Beck Crew aqui no Rio de Janeiro, e isso despertou o meu interesse pelo Graffiti. Já com 18 anos, à caminho para o trabalho eu cruzava a cidade de ônibus e a única distração eram os graffitis nos muros. Daí fui à um evento realizado na Lapa que misturava todos os elementos do Hip-Hop, e foi nesse evento onde conheci o SWK (grafiteiro) e o Marechal (Mc). Vendo toda aquela movimentação livre e na rua, fez com que tudo que eu gostasse agora realmente fizesse parte da minha vida.
> O ambiente da Rua - A rua pra mim é onde acontecem as manifestações mais puras de arte, onde o belo muitas vezes não é a evidência e o caos fala mais alto entrando em perfeita harmonia com o espaço. Foi a rua quem me escolheu. Cada artista é um poeta das ruas, com spray na mão eles transmitem sentimentos e questionamentos. A barreira que separa um grafiteiro de um Picasso é apenas o preço.
> A Bagagem de Experiências - Faço todo meu trabalho sozinha e quando saio para gravar um rolé é apenas eu e o artista. Mas isso não significa que estamos sós, pois na rua tudo é possível, e é isso que me atrai. Poder interagir com aquele espaço, com os moradores daquela região, conhecer novas pessoas. Já ajudei necessitados durante as gravações, já fugi de seguranças, já ganhei água de traficantes. Interagir com a rua é a melhor parte desse trabalho.
> Influências e Paixão Pelo Trabalho - Minha maior influência é o Andy Warhol, mas muitas das minhas influências vem do cinema independente, Jim Jarmusch, John Waters, Glauber Rocha, Eduardo Coutinho, Darren Aronofsky. Todos esses caras são mais do que apaixonados pelo que fazem e começaram do nada, pegando uma câmera e saindo pelas ruas. Admiro muito isso. Eu sou completamente apaixonada pelo que faço, não é fácil, mas é satisfatório.

Então, se curtiu, mantém o FLOW! Noiz.

(Article by AK47. To check out other videos by FLOW, visit the official Youtube Channel.)