Augusta, A Velha Eclética / by AK47

Todo mundo já ouviu falar da Rua Augusta, seja por um motivo ou por outro. Tem gente que vem de longe só pra pousar nessa rua por algumas horas, seja por um motivo ou por outro, haha.

Encontrei uma pseudo definição sobre essa tradicional rua no Wikipedia, que diz assim: A Rua Augusta é uma importante via arterial da cidade de São Paulo, ligando os Jardins ao Centro da cidade ... blá blá blá ... na Região Central de São Paulo, tem a presença de boates, saunas e casas de espetáculos, sendo um dos pontos de meretrício na cidade. Na restante da sua extensão é tomada por bancos, lojas e boutiques de alto nível, teatros, restaurantes de luxo e cinemas, possuindo um aspecto eventualmente considerado mais nobre, sofisticado e até mesmo um shopping center a céu aberto. Destacam-se as travessas: a Alameda Santos, a Rua Oscar Freire e a Estados Unidos.

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Numa noite calma em nosso último rolê em SP, estávamos na Avenida Paulista, e optamos por descer a Augusta em seu lado "tosco trash roots", ou seja, no lado divertido, haha. Minha avaliação deste pedacinho de SP é muito parcial, e dizer que eu amo essa trasheria é quase óbvio. Pra mim, esse lugar é como uma versão Paulistana da Lapa do Rio de Janeiro. Lugar onde a cachaça é barata, onde qualquer coisa é motivo pra cervejinha, onde dá pra encontrar bares de vários estilos diferentes.

A presença da polícia normalmente é constante e numerosa, e pudemos contar com agentes de segurança em cada esquina. Além disso, as viaturas com suas luzes vermelhas giratórias passavam pra cima e pra baixo como num desfile pré carnavalesco frenético. Apesar disso, o tradicional uso de drogas é natural e corriqueiro, e as "profissionais do sexo" fazem seu pão de cada dia numa boa (exceto nos momentos em que os supracitados policiais estão tirando umas casquinhas).

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Mas o que mais brilha em nossos olhos num pico como esse é o acervo de arte a céu aberto, uma vez que quase todos os muros e portões desse lugar estão totalmente cobertos por tinta, grude e papel. Tem de tudo ... pichações feitas com spray, nomes colocados com canetões, vandalismo hard core feito com extintores de incêndio, posters e lambes com criações loucas, stickers, throws e bombs rápidos, pieces de graffiti muito bem trabalhados, block letters esticadas com extensores gigantes. Algumas obras são de caras que moram no centro mesmo, outros vem da periferia, além de outros que acabam vindo de outros países. Louco demais!

Seja lá qual for tua preferência, antes de olhar pra cima e admirar o que está exposto, cuidado pra não tropeçar num mendigo. Os moradores de rua normalmente são super gente fina ... até que pisem em seus calos.

=)

Longa vida Augusta, noiz te ama.

(Fotos e texto por AK47)