Visões do Inglez by AK47

[English]

Usually we do not post almost anything "live". We prefer to leave the records maturing in te HD before showing them, and organizing the memories before talking about them.

This post was to be stored for longer, but I'm too anxious and decided to open the Pandora's Box now, haha. In this post we have a little experience of the photographer Hugo Inglez in Meeting Of Favela #10. We made an interview with him in November 2015, and the result you can read in this article.

Hugo is an old partner, personal friend, troubled genius and monster in the craft of telling stories through deep unlikely images. I often say that Inglez is a poet, and not a photographer, and his testimony justifies my statement:

There is beauty happening in every second of centimeter of the street. There are beautiful compositions of elements arranged randomly, as a stream of random words creating rhyme. It is creepy when I look out the window and think of all poetry wasted without no one to read.

Sensitivity is an strong feature in Inglez, which is not a sign of weakness, especially for someone who is willing to be a "street photographer". The street can be a son of a bitch with who gets distracted and do not take care of himself, and doesn't forgive the weak ones. The photographer specialized in street, has chosen a torturous place to work, walking under the scorching sun, carrying lot of weight, breathing dirty air, stepping on shit.

Whenever I see street photographers working I realize kilograms of equipment strapped to their bodies ... unlike Inglez, who usually does not even carry a backpack. When I asked him what are the 5 essential items for a day on the Street Photography, Inglez passes the list and leave a message:

1) heavy protection from the sun ('cause Inglez is white as fuck, haha)
2) any camera in manual mode
3) few bucks for food, water and bus
4) . . .
5) . . .

If you need more than that, maybe street photography is not for you.

Anyway, the message was passed, haha. Without more words, here is the record of the Meeting Of Favela # 10, held by the "Poet Photographer Guerrilla Hugo Inglez". All respect!

[Português]

Normalmente não postamos quase nada "ao vivo". Preferimos deixar os registros maturando no HD antes de voltar pra pista, e as memórias curtidas antes de falar delas.

Esse post era pra ficar guardado por mais tempo, mas estou ansioso demais e resolvi abrir a Caixa de Pandora duma vez, haha. Nesta postagem temos um pouco da vivência o fotógrafo Hugo Inglez no Meeting Of Favela #10. Fizemos uma pseudo entrevista com ele em Novembro de 2015, e o resultado você pode ler nesse artigo.

Hugo é antigo parceiro de caminhada, amigo pessoal, gênio perturbado e monstro no ofício de contar histórias profundas através de imagens improváveis. Costumo dizer que Inglez é poeta, e não fotógrafo, e este depoimento dele mesmo acaba justificando bem essa minha afirmação:

Existe beleza acontecendo em cada segundo de centímetro de rua. São composições lindas de elementos que vão se rearrumando aleatoriamente, como um fluxo de palavras criando rimas ao acaso. Chega a incomodar quando olho pela janela e penso em toda poesia se formando lá embaixo sem ninguém para ler.

A sensibilidade é característica forte em Inglez, o que não é um sinal de fraqueza, principalmente para alguém que se dispõe a ser um "street photographer". A Rua pode ser bem filha da puta com quem se distrai e não se cuida, e não perdoa os fracos. O fotógrafo que se especializa na Rua escolha um meio bem torturante pra trabalhar, anda sob sol escaldante, carrega peso, respira ar sujo, pisa na merda.

Sempre que vejo fotógrafos de Rua trabalhando percebo quilos de equipamento amarrados ao seu corpo ... ao contrário de Inglez, que nem mesmo carrega uma mochila. Ao perguntar para ele quais seriam os 5 itens indispensáveis um dia de trampo na Rua, Inglez passa a lista e dá um recado:

1) proteção pesada contra o sol (pois o Inglez é branco pra caralho, haha)
2) qualquer câmera, desde que setada no "M"
3) um trocado para comida, água e ônibus
4) . . .
5) . . .

Se você precisa de mais que isso, talvez fotografia de rua não seja para você.

Enfim, o recado foi passado, haha. Sem mais palavras, segue o registro do Meeting Of Favela #10, realizado pelo "Poeta Fotógrafo Guerrilheiro Hugo Inglez". Máximo respeito!

(Article by AK47. Credit for all images of this post to Hugo Inglez. To know more about the amazing work of this photographer, visit his blog.)

Quebra no Beat by AK47

[English]

Breakers. I envy these guys a little bit, for the ability to defy gravity, making every move as if they were children playing. Much respect for those ones that mess their clothes with dust, and keep the real break alive.

On these flicks, some frozen moments of this stunt guys during the 2nd Urban Culture Festival of PetrópolisBig Up!

[Português]

Breakers. Invejo um pouco esses caras pela habilidade que tem de desafiar a gravidade, fazendo cada movimento como se fosse brincadeira de criança. Máximo respeito aos que sujam suas roupas de terra, e mantém o break real na pista.

Nestas imagens, alguns momentos congelados destes acrobatas durante o 2º Festival de Cultura Urbana de Petrópolis. Big Up!

(Pictures by Karol Agante and AK47. Article by AK47. All flics taken during the 2nd Urban Culture Festival of Petrópolis. A loud shout out to our Break Family, a team that is sticked to the Keep It Real Project.)

Derretendo em Recife by AK47

[English]

We took a flight to Recife. Landed at the crazy climate of Recifusion. We lived inside a Graffiti Shop. We eat cassava and corned beef. We drank Pitú. We stepped on mud. We burned northeast herbs. We broke our teeth with hot coffee. Cold sweat over the steel rails.

It was DOPE! We spent almost 30 days in a cultural blender called Recifusion 8, lost in work, fun and multiple spiritual experiences. Transfer to you everything we lived there will be a slow work through posts over weeks on our blog. Calm down please, gradually we throw up everything we eat there.

For now, to avoid a curiosity attack, we selected few clicks to show the wealth and diversity of that city. The streets of Recife are violent, dirty, hot, strong, mad. Following our high fever memories, and scorpions walking on the sidewalk.

Keep Up.

[Português]

Pegamos um voo para Recife. Aterrizamos no clima frenético do Recifusion. Ficamos abrigados dentro de uma Graffiti Shop. Nos alimentamos de macaxeira e carne de sol. Bebemos Pitú. Metemos o pé na lama. Carburamos as ervas do nordeste. Trincamos os dentes com o café quente. Suamos frio sobre os trilhos de aço.

Foi FODA! Passamos quase 30 dias dentro de um liquidificador cultural chamado Recifusion 8, perdidos no meio de trabalho, diversão, experiências e vivências multiplas. Transmitir pra vocês tudo o que vivemos por lá vai ser um trabalho lento, por meio de posts ao longo de semanas aqui em nosso blog. Calma, aos poucos a gente vomita e torna público tudo que comemos por lá.

Por hora, só pra matar um pouco da curiosidade, selecionamos alguns cliques pra mostrar tanta riqueza e diversidade. A Rua em Recife é foda, suja, quente, forte, braba. Seguem nossas lembranças de febre alta e escorpiões andando na calçada.

Noiz.

(Article by AK47. A loud shout out to the International Graffiti Festival RECIFUSION 8, and the 33 INK STREET. Keep up the good work!)

SOS CWB 2K16 by AK47

[English]

I insist on saying that we are not reporters or journalists, and so we can not tell a story as if we were one. We're just people. Period! Our experiences in travel are lived in full form, in a visceral and organic way. We plan a lot, improvise more.

During the last days we have been immersed from head to toe in Street Of Styles - International Graffiti Festival, in Curitiba/Brazil. Yes, SOS CWB brings together some of the best artists on the international scene. Yes, the event has an almost magical family atmosphere. Yes, the festival promotes more than anything else the cultural exchange and transmission of knowledge. And Hip Hop? Present all the time through the 4 elements. Classic!

Everything beautiful to see and experience. From 40ºC heat to tropical storms. From pixação to the piece. From letters to characters. From beer to cachaça. From walls to steel horses.

In the coming days we will publish several posts counting more about this experience in CWB, and the stories from the streets that crossed the Street Of Styles.

Much respect! Keep It Real!

[Português]

Insisto em dizer que não somos repórteres nem jornalismas, e por isso não podemos narrar uma história como se fosse um. Somos só gente. Só! Nossas experiências nas viagens são vividas de maneira integral, visceral e orgânica. Planejamos muito, improvisamos mais ainda.

Nos últimos dias estivemos imergidos dos pés à cabeça no Street Of Styles - Festival Internacional de Graffiti, em Curitiba. Sim, o SOS CWB reúne alguns dos melhores artistas da cena internacional. Sim, o evento tem uma atmosfera familiar quase mágica. Sim, o festival promove mais que tudo o intercâmbio de culturas e transmissão de conhecimento. E o Hip Hop? Presente o tempo todo através dos 4 elementos. Clássico!

Tudo lindo de ver e viver. Do calor de 40ºC às tempestades tropicais. Do pixo ao piece. Das letras aos personas. Da cerveja à cachaça. Dos muros aos cavalos de aço.

Nos próximos dias publicaremos vários posts contando mais sobre essa vivência em CWB, e sobre as histórias da Rua que se cruzaram no Street Of Styles.

Máximo respeito! Keep It Real!

(Photos by Karol Agante. Article by AK47. This post is part of the official coverage of the Street Of Styles - International Graffiti Festival, made by the Keep It Real team. A loud shout out to Capsula Graffiti Shop, for hosting us and promoting this dope festival.)

33&KIR by AK47

[English]

Memory pieces of the 33 Ink Street randomly arranged on a confused time line. Flashes of Recife. Scraps of Recifusion Festival. All very vague, but direct. Our impressions, as contradictory as the reflection of the city in a mirror.

[Português]

Fragmentos de lembranças da 33 Ink Street randomicamente dispostos sobre uma linha do tempo confusa. Flashes da cidade do Recife. Recortes do Festival Recifusion. Tudo muito vago, porém direto. Nossos impressões, tão contraditórias quanto o reflexo da cidade num espelho.

(Article by AK47. A loud shout out to the International Graffiti Festival RECIFUSION 8, and the 33 INK STREET. Keep up the good work!)