25 Retângulos by AK47

[English]

On that morning we woke up in Curitiba.
We stood up.
We left the dorms.
On the outside, we came across dozens and dozens of panels.
At that moment, started the first Monday after Street Of Styles 2016.

We walked sleepily by the sport court.
Inside and outside.
And everywhere, different paintings.
In this post, 25 rectangular frames that blend into our memory.

[Português]

Naquela manhã acordamos em Curitiba.
Levantamos.
Saimos do alojamento.
Do lado de fora, nos deparamos com dezenas e dezenas de painéis.
Começava naquele momento a primeira segunda-feira pós Street Of Styles 2016.

Caminhamos sonolentos pela quadra.
Dentro e fora dela.
E por todo canto, pinturas diferentes.
Neste post, 25 quadros retangulares que se misturam em nossa memória.

(Photos by Karol Agante. Article by AK47. This post is part of the official coverage of the Street Of Styles - International Graffiti Festival, made by the Keep It Real team. A loud shout out to Capsula Graffiti Shop, for hosting us and promoting this dope festival.)

Amarelo Ouro by AK47

[English]

At the Street of Styles Graffiti Festival 2016, there was a Yellow wall.
Golden yellow.
Bright yellow.
Even in a place so rich in colors, shapes and styles, this panel shouts.

Over the Yellow, 5 artists.
From São Paulo, MEDO and NIU.
From Chile, SIIR, HERZ and ANTISA.

Strong vibration that Yellow panel.
Golden yellow.
Bright yellow.

Photo by SIIR

Photo by SIIR

[Português]

No Festival de Graffiti Street Of Styles 2016, havia uma parede Amarela.
Amarelo Ouro.
Amarelo vivo.
Mesmo num lugar tão rico em cores, formas e estilos, esse painel salta aos olhos.

Sobre o Amarelo, 5 artistas.
De São Paulo haviam MEDO e NIU.
Do Chile, SIIR, HERZ e ANTISA.

Vibração forte a desse painel Amarelo.
Amarelo Ouro.
Amarelo Vivo.

(Photos by Karol Agante and AK47. Panorama photo by SIIR. Article by AK47. This post is part of the official coverage of the Street Of Styles - International Graffiti Festival, made by the Keep It Real team. A loud shout out to Capsula Graffiti Shop, for hosting us and promoting this dope festival.)

Visões do Inglez by AK47

[English]

Usually we do not post almost anything "live". We prefer to leave the records maturing in te HD before showing them, and organizing the memories before talking about them.

This post was to be stored for longer, but I'm too anxious and decided to open the Pandora's Box now, haha. In this post we have a little experience of the photographer Hugo Inglez in Meeting Of Favela #10. We made an interview with him in November 2015, and the result you can read in this article.

Hugo is an old partner, personal friend, troubled genius and monster in the craft of telling stories through deep unlikely images. I often say that Inglez is a poet, and not a photographer, and his testimony justifies my statement:

There is beauty happening in every second of centimeter of the street. There are beautiful compositions of elements arranged randomly, as a stream of random words creating rhyme. It is creepy when I look out the window and think of all poetry wasted without no one to read.

Sensitivity is an strong feature in Inglez, which is not a sign of weakness, especially for someone who is willing to be a "street photographer". The street can be a son of a bitch with who gets distracted and do not take care of himself, and doesn't forgive the weak ones. The photographer specialized in street, has chosen a torturous place to work, walking under the scorching sun, carrying lot of weight, breathing dirty air, stepping on shit.

Whenever I see street photographers working I realize kilograms of equipment strapped to their bodies ... unlike Inglez, who usually does not even carry a backpack. When I asked him what are the 5 essential items for a day on the Street Photography, Inglez passes the list and leave a message:

1) heavy protection from the sun ('cause Inglez is white as fuck, haha)
2) any camera in manual mode
3) few bucks for food, water and bus
4) . . .
5) . . .

If you need more than that, maybe street photography is not for you.

Anyway, the message was passed, haha. Without more words, here is the record of the Meeting Of Favela # 10, held by the "Poet Photographer Guerrilla Hugo Inglez". All respect!

[Português]

Normalmente não postamos quase nada "ao vivo". Preferimos deixar os registros maturando no HD antes de voltar pra pista, e as memórias curtidas antes de falar delas.

Esse post era pra ficar guardado por mais tempo, mas estou ansioso demais e resolvi abrir a Caixa de Pandora duma vez, haha. Nesta postagem temos um pouco da vivência o fotógrafo Hugo Inglez no Meeting Of Favela #10. Fizemos uma pseudo entrevista com ele em Novembro de 2015, e o resultado você pode ler nesse artigo.

Hugo é antigo parceiro de caminhada, amigo pessoal, gênio perturbado e monstro no ofício de contar histórias profundas através de imagens improváveis. Costumo dizer que Inglez é poeta, e não fotógrafo, e este depoimento dele mesmo acaba justificando bem essa minha afirmação:

Existe beleza acontecendo em cada segundo de centímetro de rua. São composições lindas de elementos que vão se rearrumando aleatoriamente, como um fluxo de palavras criando rimas ao acaso. Chega a incomodar quando olho pela janela e penso em toda poesia se formando lá embaixo sem ninguém para ler.

A sensibilidade é característica forte em Inglez, o que não é um sinal de fraqueza, principalmente para alguém que se dispõe a ser um "street photographer". A Rua pode ser bem filha da puta com quem se distrai e não se cuida, e não perdoa os fracos. O fotógrafo que se especializa na Rua escolha um meio bem torturante pra trabalhar, anda sob sol escaldante, carrega peso, respira ar sujo, pisa na merda.

Sempre que vejo fotógrafos de Rua trabalhando percebo quilos de equipamento amarrados ao seu corpo ... ao contrário de Inglez, que nem mesmo carrega uma mochila. Ao perguntar para ele quais seriam os 5 itens indispensáveis um dia de trampo na Rua, Inglez passa a lista e dá um recado:

1) proteção pesada contra o sol (pois o Inglez é branco pra caralho, haha)
2) qualquer câmera, desde que setada no "M"
3) um trocado para comida, água e ônibus
4) . . .
5) . . .

Se você precisa de mais que isso, talvez fotografia de rua não seja para você.

Enfim, o recado foi passado, haha. Sem mais palavras, segue o registro do Meeting Of Favela #10, realizado pelo "Poeta Fotógrafo Guerrilheiro Hugo Inglez". Máximo respeito!

(Article by AK47. Credit for all images of this post to Hugo Inglez. To know more about the amazing work of this photographer, visit his blog.)

Quebra no Beat by AK47

[English]

Breakers. I envy these guys a little bit, for the ability to defy gravity, making every move as if they were children playing. Much respect for those ones that mess their clothes with dust, and keep the real break alive.

On these flicks, some frozen moments of this stunt guys during the 2nd Urban Culture Festival of PetrópolisBig Up!

[Português]

Breakers. Invejo um pouco esses caras pela habilidade que tem de desafiar a gravidade, fazendo cada movimento como se fosse brincadeira de criança. Máximo respeito aos que sujam suas roupas de terra, e mantém o break real na pista.

Nestas imagens, alguns momentos congelados destes acrobatas durante o 2º Festival de Cultura Urbana de Petrópolis. Big Up!

(Pictures by Karol Agante and AK47. Article by AK47. All flics taken during the 2nd Urban Culture Festival of Petrópolis. A loud shout out to our Break Family, a team that is sticked to the Keep It Real Project.)